sexta-feira, 23 de julho de 2010

Eu não queria mesmo

Obs: Esta é uma história vivenciada por um amigo meu.
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Festa bombando! Pau quebrando! Mulherada louca dando sopa pra quem tivesse caneco!
Qualquer um ouvindo isso já abriria um olhão OO. Hehe
Mas há dias em que o homem não se comporta como homem. Larissa Rickelme poderia passar voando que eu não daria a mínima. (..né, acho que exagerei).
Havia lá uma paixão. Uma menina de nome desconhecido. Vestida querosamente com aquela saia de intenções. E eu, dominado por esses factos, perdurei toda a festa orbitando-a a procura de sinais favoráveis.
Mas por ironias, havia uma peça na manga do destino. A dor de barriga oriunda de lanches já esquecidos tomou uma desenvoltura incontrolável. Um banheiro. Quarenta convidados e um banheiro! Entrei na fila distorcendo o tempo com os dentes. Fisgadas eram mensagens constantes. "Pipi! Pipi!". Suava frio, rezava. Tinha como ser pior?
Claro! A voz doce da menina ceifou minha angústia:
Oi! Eai? Fila grande né?
Muita calma. Muita administração nessa hora.
Opa! Sim, bem grandinha né! Hehe
Dei um sorriso seco, e ela retornou outro simpático. Perguntei:
Mas a festa tá boa né?
Tá sim! Estou adorando! Pena que não tem homem nisso aqui...
Ééé... E qual o seu nome?
Priscila, e o seu? ...
Aí começou. Ela deu muito mole na fila. Conversamos bastante, eu puxando e ela dando linha! Sensacional. Era caixa! Batata! Era só embarcar o Robinho e fazer o Bebeto.
Entrei no banheiro. E não tinha janela. Fui a loucura! Desespero e fúria insana dentro de um banheiro pequeno e sem janela!
Pai do céu! A menina aguardando lá fora e eu procurando uma solução lá dentro. Respirei e concentrei. Vai ser cheiroso!
5 min depois...
Sensação única. Impressão que eu havia destruído o banheiro! Interditei o coitado! Fiz nascer uma bandeira de pirata na porta. Que merda! Como vou sair daqui??? Peguei a toalha de rosto, dei aquela abanada... mas a situação era muito triste.
O calor lá dentro estava insuportável. Exausto, resmunguei cabisbaixo: Dessa vez eu perdi.
Perdi mas me convenci de que aquilo foi apenas uma batalha e não a guerra. Então ergui a cabeça. Fiz cara de sério. Abri a porta e deixei o banheiro orgulhoso! E fui embora da festa sem olhar para trás.

2 comentários:

LG® disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Titi disse...

Se fosse eu garrava ela.... e ainda arrastava ela pra dentro do banheiro.. rsrs