quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Um pequeno passo para o homem

Eu não sei o porquê exato da intenção.
É bom.
Preenche grande parte do instinto humano. Talvez seja por isso. Fomos desenvolvidos para esse fim. Um nenêm sempre nasce meio que pedalando no ar. E os homens, principalmente, vêm herdando e aguçando essa habilidade desde tempos remotos, com guerras, caças...
As mulheres também. Bonito demais. Uma das coisas mais bonitas que já vi. Mulher correndo. Mas elas correm diferente, têm falhas na coordenação, preocupam demais com a beleza, etc...
Espero que não esteja misturando as coisas.
Comecei a correr só por fazer um exercício mesmo. Sempre que tinha um horário vago, estava eu lá! Como era bom. O começo é muito bom. Somando distâncias, vencendo desafios. De vez em quando rolava aquela competiçãozinha informal. Chingava alguns indigentes "Seu looser!!"
rsrsrs
Que fase.
Depois...
Depois não havia mais desafios. Competição nem pensar. Fazia questão de levar felicidade aos vitoriosos. As coisas mudaram. Muita confusão, pressão, planos a terminar. Percebi que eu fazia parte de uma seita. Bem equivalente à um católico que vai à igreja rezar, Andim ia para rua correr. Correr, pensar e repensar. Combinação perfeita. A cada corrida várias respostas e mais ciente ficava do meu mundo.
As outras pessoas que correm acredito têm o mesmo motivo. Vontade sempre de perguntá-las o porquê. Mas considero uma pergunta muito esquisita. E eu seria tachado de louco.
Aliás, sou esquisito e louco. Apenas quero que não descubram isso.
Ressaltamos uma figura.
Gump.
Forrest Gump.
Muitos ensinamentos. Um deles o correr. Ser humano! Ser runner! Passos sem freios. Correr para longe. Tão longe que fujimos. Lá onde possamos falar: aqui não irão me achar.
Mas eu, Andim, corro numa cidade grande, e não vou muito longe...
E aí??
Hora, companheiros. Um dia irei fugir.
Estou apenas preparando para.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Amadas águas do Ipiranga

Encontrei uma estátua toda retorcida.
Era um casal.
Ambos cabisbaixos e de olhos fechados.
Na placa: "Em memória dos tristes e casados."
A imagem emanava uma melancolia fúnebre, hipercotidiana. Jurava recessão psicológica , conformismo, sedentarismo, retenção de personalidade, deformação plástica social.
Prantos e lamentos.
Pobres mortais!!
Bandeira a meia haste!
Alguns tiros de canhão!
Um momento de solenidade e compaixão às vítimas..
Alaranjada manhã de fevereiro.
Carnaval?
Sr. Aurélio definiu: "Solteiro: designativo dos cabos disponíveis e prontos para o serviço."
Claro, um solteiro é sempre disponível. Agora, pronto para o serviço??
Rárá! Isso é demais!
Cérebros se refrescam: este corpo está solteiro.
Inspira-se o ar da liberdade. Da democracia. Da cidadania! Da prosperidade!
Levanta-te Brasil!
Brasil??
Solteiro no Brasil.
Seremos sempre asssim.
Alados!
E prontos para o serviço.
Tiraremos do mundo esse sorriso mudo.
E pintaremos nele um nariz de palhaço.
Depois jogaremos todos na piscina. Para não perder o costume.
E claro, no final da semana festejaremos para rememorar esse dia.
O dia dos felizes e solteiros.
Inesquecível.
À margem do Ipiranga.
Caçadores e caças em harmonia.
Unidos por um mutualismo voraz.
Cantigas de roda, piadas alcoólicas, políticas a parte...
Todos disponíveis e prontos para o serviço.
Quer mais?
Não, assim tá bom.
vai um chiclete aí?