sábado, 17 de janeiro de 2009

Mari in hell


Eis o melhor conselho que já ouvi: acredite na sociedade e será feliz.
Se alguém te disser que um lugar é ruim é porque o lugar é ruim!
...
Havia a necessidade de ficarmos parados. O lugar era muito esquisito e movimentação não era uma boa.
Avistei uma morena bonita vindo em minha direção. Cabelos anelados e olhos negros. Muito simpática, ela abriu um sorriso e me chamou.
Como assim "me chamou". Jamais um passarinho sobrevoou meu quintal sem levar no mínimo dez tiros.
A música era muito alta. Eu não conseguia ouvir o que ela falava. Perguntei "o que?" exatamente três vezes. Na terceira ficou muito claro. Claro até demais.
-Oi, tudo bem? Deixa eu te falar, o meu amigo te achou muito lindo. Você quer conhecer ele?
-A m i g o?
-Sim.
Extremamente desagradável. Assim como Bourne, contei rapidamente. O recinto oferecia quatro maneiras de matar o cara.
Mas havia uma mulher à minha frente. Então forcei o bom simpatizante:
-Hmm tah... Como ele chama?
-Felipe.
-É, diz pro Felipe que eu não sou gay.
-Ah, beleza.
Finalizado o problema, dei o primeiro tiro:
-Mas qual o seu nome?
-Eu tenho namorado.
Paguei minha conta e fui embora.