terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A paciência do pedreiro


Hoje fiquei estarrecido ao ler uma matéria de Guilherme Rosa na Galileu.
Pouco tempo atrás uma patota iniciou a leitura e mapeamento do código genético humano. Na época eu cursava o ensino médio e achava isso uma maravilha. Sentia que a cura estava chegando.
Inocente.
A mesma patota patentiou tudo. Hoje olhei pro meu corpo e "descobri" que eles estavam cobrando absurdos por algo que estava dentro de min. É praticamente a mesma coisa alguém estudar a mão, descobrir como ela funciona e cobrar por isso.
Meu nível de revolta foi a mil. Mas o ser humano consegue ser mais nojento. Uma tal de Angeles Duran (foto), espanhola, descobriu uma brecha nos acordos internacionais e resolveu patentiar o Sol. Rárá é cada um que me aparece. Só falta ela querer cobrar pelo uso do Sol.
E ela quer cobrar! Rárá
"...segundo a AFP, Angeles disse que quer cobrar uma taxa de todos os que usam o Sol e dar metade do dinheiro ao governo Espanhol e 20% ao fundo de pensão do país. Outros 10% seriam dedicados à pesquisa; 10% a acabar com a fome do mundo e os 10% restantes ficariam para ela."
Rárárá! Qual é a chance de alguém querer matar ela e realmente matar ela?
Deixa o pedreiro que acorda 4hrs da manhã e trabalha no sol até 5hrs da tarde pra ganhar mixaria saber disso.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Eu não queria mesmo

Obs: Esta é uma história vivenciada por um amigo meu.
.........
Festa bombando! Pau quebrando! Mulherada louca dando sopa pra quem tivesse caneco!
Qualquer um ouvindo isso já abriria um olhão OO. Hehe
Mas há dias em que o homem não se comporta como homem. Larissa Rickelme poderia passar voando que eu não daria a mínima. (..né, acho que exagerei).
Havia lá uma paixão. Uma menina de nome desconhecido. Vestida querosamente com aquela saia de intenções. E eu, dominado por esses factos, perdurei toda a festa orbitando-a a procura de sinais favoráveis.
Mas por ironias, havia uma peça na manga do destino. A dor de barriga oriunda de lanches já esquecidos tomou uma desenvoltura incontrolável. Um banheiro. Quarenta convidados e um banheiro! Entrei na fila distorcendo o tempo com os dentes. Fisgadas eram mensagens constantes. "Pipi! Pipi!". Suava frio, rezava. Tinha como ser pior?
Claro! A voz doce da menina ceifou minha angústia:
Oi! Eai? Fila grande né?
Muita calma. Muita administração nessa hora.
Opa! Sim, bem grandinha né! Hehe
Dei um sorriso seco, e ela retornou outro simpático. Perguntei:
Mas a festa tá boa né?
Tá sim! Estou adorando! Pena que não tem homem nisso aqui...
Ééé... E qual o seu nome?
Priscila, e o seu? ...
Aí começou. Ela deu muito mole na fila. Conversamos bastante, eu puxando e ela dando linha! Sensacional. Era caixa! Batata! Era só embarcar o Robinho e fazer o Bebeto.
Entrei no banheiro. E não tinha janela. Fui a loucura! Desespero e fúria insana dentro de um banheiro pequeno e sem janela!
Pai do céu! A menina aguardando lá fora e eu procurando uma solução lá dentro. Respirei e concentrei. Vai ser cheiroso!
5 min depois...
Sensação única. Impressão que eu havia destruído o banheiro! Interditei o coitado! Fiz nascer uma bandeira de pirata na porta. Que merda! Como vou sair daqui??? Peguei a toalha de rosto, dei aquela abanada... mas a situação era muito triste.
O calor lá dentro estava insuportável. Exausto, resmunguei cabisbaixo: Dessa vez eu perdi.
Perdi mas me convenci de que aquilo foi apenas uma batalha e não a guerra. Então ergui a cabeça. Fiz cara de sério. Abri a porta e deixei o banheiro orgulhoso! E fui embora da festa sem olhar para trás.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Shadows


"Eu quero saber o que é Shadows. E eu quero saber, AGORA!"
Shadows é um recinto de balada que comporta 800 pessoas as quais para poderem entrar é obrigatório o uso de traje sensual ou super-sexy. Se a cerveja custou 1 real, não preciso detalhar o resto.
"Bicho! Ow bicho! Eu duvido. Irei repetir. Eu d u v i d o! ...que essa Shadows existe."

Depois do Open Bar Bus, chegamos ao alojamento. Eis o diálogo:
Titi: "Andim, eu to afim de tomar uma cerva."
Andim: "Ti, bicho, vamos sim. Mas primeiro vou dar uma cagada."
Titi: "Fala sério Andim, vamos caçar um bar e vc caga por lá mesmo."
Andim: "Ah, blz. Bora lá!"
Andamos um milhão de quilômetros na chuva e minha vontade aumentou considerávelmente.
Titi: "Ali um bar Andim!"
Andim: "Puts, finalmente. Vou no banheiro. Dai já vai pedindo uma cerva pra desfarçar."
Pedimos uma cerveja e custava cinco reais a garrafa! Muito caro. Mas tinha que ser lá mesmo.
Cheguei no banheiro. Sim, exatamente esse banheiro de buteco que você está imaginando. E não havia um papel higiênico. Busquei um no feminino e quando estava voltando ao masculino novamente me aparece um faxineiro varrendo ao lado. Com uma voz bem baixa, rouca ele disse calmamente:
"Não pode cagar aí não."
Bicho! Ow bicho! EU FUI A LOUCURA!!!
Eu com o papel higiênico na mão a dois passos do vaso, depois de andar maratonas e pagar caro na cerveja... E NÃO PODIA CAGAR NO VASO! kkkkkkkk
Comecei a rir e não parei mais.
Fui no bar ao lado, cheguei lá tinha até um cara tocando violiono. Não acreditei. Pedi permissão para usar o banheiro. Autorizado, entrei e eu não parava de rir. O banheiro era limpíssimo, silencioso. E u não parava de rir. Sentei no vaso e eu não para de rir!
Como alguém caga rindo??? NÃO TEM JEITO!
Eu não caguei nesse dia... é mole??? vdm


Tem mais casos.. Mas agora vou durmir, dps termino o post. =]
(2 meses depois)
Eu não vou terminar isso aqui. As informações me já foram sobrescritas.