terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Amadas águas do Ipiranga

Encontrei uma estátua toda retorcida.
Era um casal.
Ambos cabisbaixos e de olhos fechados.
Na placa: "Em memória dos tristes e casados."
A imagem emanava uma melancolia fúnebre, hipercotidiana. Jurava recessão psicológica , conformismo, sedentarismo, retenção de personalidade, deformação plástica social.
Prantos e lamentos.
Pobres mortais!!
Bandeira a meia haste!
Alguns tiros de canhão!
Um momento de solenidade e compaixão às vítimas..
Alaranjada manhã de fevereiro.
Carnaval?
Sr. Aurélio definiu: "Solteiro: designativo dos cabos disponíveis e prontos para o serviço."
Claro, um solteiro é sempre disponível. Agora, pronto para o serviço??
Rárá! Isso é demais!
Cérebros se refrescam: este corpo está solteiro.
Inspira-se o ar da liberdade. Da democracia. Da cidadania! Da prosperidade!
Levanta-te Brasil!
Brasil??
Solteiro no Brasil.
Seremos sempre asssim.
Alados!
E prontos para o serviço.
Tiraremos do mundo esse sorriso mudo.
E pintaremos nele um nariz de palhaço.
Depois jogaremos todos na piscina. Para não perder o costume.
E claro, no final da semana festejaremos para rememorar esse dia.
O dia dos felizes e solteiros.
Inesquecível.
À margem do Ipiranga.
Caçadores e caças em harmonia.
Unidos por um mutualismo voraz.
Cantigas de roda, piadas alcoólicas, políticas a parte...
Todos disponíveis e prontos para o serviço.
Quer mais?
Não, assim tá bom.
vai um chiclete aí?

3 comentários:

Anônimo disse...

rssrrs
que piada!

Anônimo disse...

Solteiro forever ;D

Anônimo disse...

Soh existe uma mulher que me tira dessa vida.